
Ontem. Sexta-feira. Temperatura agradável. E claro que não poderia ter faltado a ida ao boteco para curtir as famigeradas louras geladas - ontem, inclusive tinha uma loura quente - e as MMs.
Como sempre a conversa flui solta e quase sempre sem compromisso. Falamos verdades que não conhecemos e mentiras nas quais acreditamos; contamos piadas boas e infames - boas também. Alias estes bons momentos de descontração deveriam ser melhores aproveitados.
Em determinado momento alguém comentou sobre um filme onde existia um dispositivo que o personagem poderia acionar quando quisesse e receberia um prêmio instantâneo de R$ 100.000,00 reais porém uma pessoa no mundo morreria naquele exato instante.
Me perguntaram se eu teria coragem de utilizar, se eu teria coragem de carregar a culpa de ter 'matado' alguém para me beneficiar. Fiz umas contas rapidamente e conclui que acionaria umas 20 vezes e viveria sem culpa o resto da vida.
Claro. A pergunta subsequente foi: você viveria em paz sabendo que 'matou' 20 pessoas?
E dai a resposta que se tornou a teoria da noite e que eu gostaria que fosse comentada: Nós 'matamos' todos os dias pessoas ao redor do mundo por bem menos.
Parece um absurdo mas acredito que quando voce compra um cobertor muito caro alguém morre de frio. O contra argumento foi que a compra do cobertor faria a roda girar e daria emprego e sustentabilidade a todos. Isto é verdade, se o cobertor não fosse tão caro e se a confecção do mesmo desse condições a todos de comprar o seu próprio.
Mas sendo tão caro a roda é girada com força desproporcional e quem esta para cair do outro lado: cai. ( Para ver isso precisa estar no grau )
A medida que alguns poucos ao redor do mundo acumulam riquezas desnecessárias outros tantos morrem ou sofrem a falta deste recursos. É simplesmente matemático. Não pode dinheiro entrar em seu bolso sem ter saido do bolso de alguém. E se estiver entrando mais do que o necessário esteja certo alguém paga por isso. O dinheiro que entra fácil nos bolsos de nossos politicos sai da pobreza dos nordestinos, dos pobres nas filas dos SUS, por exemplo.
E assim segue o raciocínio. Haja cachaça para tanto papo e tanta divagação. Mentira em que eu acredito ou simplesmente verdade que não vemos.
Reginaldo